D. Afonso Henriques (1143-1185)

Ignora-se como seria a bandeira usada por D. Afonso Henriques. Tornou-se tradição representar a bandeira do nosso primeiro rei com uma cruz azul sobre campo de prata, à imitação da que é atribuída a seu pai o Conde D. Henrique. As comemorações do Duplo Centenário da Fundação e da Restauração de Portugal, em 1940, popularizaram esta bandeira, ainda que faltem provas históricas concludentes e inquestionáveis.
D. Sancho I (1185-1211)
D. Afonso II (1211-1223)
D. Sancho II (1223-1248)

Com D. Sancho I aparecem as cinco quinas nas armas reais, as quais, com ligeiras alterações, persistem ainda hoje. Até ao fim do Século XV, com D. João II, os escudetes dos flancos encontravam-se deitados e apontados ao centro. Até este monarca o número de besantes era muito variável, mesmo durante cada um dos reinados. Não dispomos de
certezas sobre as origens dos cinco escudetes dispostos em cruz. Dúvidas existem, também, sobre o simbolismo dos besantes - os pontos de prata inscritos em cada um dos escudetes.
Se aceitarmos que os escudetes eram postos nos escudos dos nobres para reforço e decoração, compreender-se-á que os besantes sejam as cabeças das brochas usadas na fixação dos escudetes. Esta hipótese pode ser aceite, admitindo que as origens das bandeiras e dos brasões de armas medievais se ligam à figuração dos escudos usados pelos nobres em combate e em torneios.
Não tem fundamentação histórica a tese popularizada segundo a qual as quinas e os besantes se relacionam com a Lenda da Batalha de Ourique e com as cinco chagas de Cristo. A Batalha de Ourique travou-se a 25 de Julho de 1139. Afonso Henriques teria vencido 5 reis mouros. E segundo uma tradição lendária, publicitada apenas em 1485 por Vasco Fernandes de Lucena, antes do recontro, Cristo teria aparecido a D. Afonso Henriques. O nosso fundador teria aí recebido a promessa de protecção para o Reino de Portugal, que seria cabeça de um grande império.
D. Afonso III (1248-1279)
D. Dinis (1279-1325)
D. Afonso IV (1325-1357)
D. Pedro I (1357-1367)
D. Fernando (1367-1383)




