Brasão

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Bandeiras de Portugal


D. Afonso Henriques (1143-1185)








Ignora-se como seria a bandeira usada por D. Afonso Henriques. Tornou-se tradição representar a bandeira do nosso primeiro rei com uma cruz azul sobre campo de prata, à imitação da que é atribuída a seu pai o Conde D. Henrique. As comemorações do Duplo Centenário da Fundação e da Restauração de Portugal, em 1940, popularizaram esta bandeira, ainda que faltem provas históricas concludentes e inquestionáveis.





D. Sancho I (1185-1211)
D. Afonso II (1211-1223)
D. Sancho II (1223-1248)




Com D. Sancho I aparecem as cinco quinas nas armas reais, as quais, com ligeiras alterações, persistem ainda hoje. Até ao fim do Século XV, com D. João II, os escudetes dos flancos encontravam-se deitados e apontados ao centro. Até este monarca o número de besantes era muito variável, mesmo durante cada um dos reinados. Não dispomos de
certezas sobre as origens dos cinco escudetes dispostos em cruz. Dúvidas existem, também, sobre o simbolismo dos besantes - os pontos de prata inscritos em cada um dos escudetes.
Se aceitarmos que os escudetes eram postos nos escudos dos nobres para reforço e decoração, compreender-se-á que os besantes sejam as cabeças das brochas usadas na fixação dos escudetes. Esta hipótese pode ser aceite, admitindo que as origens das bandeiras e dos brasões de armas medievais se ligam à figuração dos escudos usados pelos nobres em combate e em torneios.
Não tem fundamentação histórica a tese popularizada segundo a qual as quinas e os besantes se relacionam com a Lenda da Batalha de Ourique e com as cinco chagas de Cristo. A Batalha de Ourique travou-se a 25 de Julho de 1139. Afonso Henriques teria vencido 5 reis mouros. E segundo uma tradição lendária, publicitada apenas em 1485 por Vasco Fernandes de Lucena, antes do recontro, Cristo teria aparecido a D. Afonso Henriques. O nosso fundador teria aí recebido a promessa de protecção para o Reino de Portugal, que seria cabeça de um grande império.






D. Afonso III (1248-1279)
D. Dinis (1279-1325)
D. Afonso IV (1325-1357)
D. Pedro I (1357-1367)
D. Fernando (1367-1383)










segunda-feira, 7 de junho de 2010

Comemoração do Centenário da República na nossa escola


No dia 26 Maio de 2010 a nossa escola fez o seu 35º aniversáro, mas a comemoração foi feita dia 28 de Maio de 2010, neste aniversário a escola abordou com mais precisão o Centenário da República, por exemplo:

  • Exposições Sobre o Centenário da República nas várias salas;

  • Pintura da Bandeira Nacional numa parede da sala de História no pavilhão B;

  • Inauguração de um monumento alusivo ao centenário da República, este foi elaborado por um professor da nossa escola;
  • Lançamento da Revista Ipsis Verbis da nossa escola

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Centenário da República "100 anos"












Aproxima-se o centenário da revolução republicana que, não sendo uma data feliz, é uma data histórica e como tal será assinalada. Se para os seus devotos se trata de comemorar, para nós cidadãos livres trata-se tão só de rememorar.Garantidos estão já discursos laudatórios e pomposas evocações: o regime celebrará a data do seu nascimento e a sua sobrevivência por um século. As comemorações oficiais não se debruçarão sobre a república proclamada em 5 de Outubro de 1910, mas sobre um regime idealizado e abstracto, sobre generosas intenções que se presumirão nos republicanos de 1910, e das quais os políticos comemorantes se pretenderão afirmar-se herdeiros.Acontece que estas celebrações, pelos equívocos em que se sustentam, constituem uma oportunidade única de sobrepor alguma verdade histórica à propaganda oficial

A Moeda Nacional "Antiga"


A última moeda antes do Euro foi o escudo português cujo símbolo era o cifrão ($).O escudo português tem dependências africanas.
Essa moeda chamava-se “escudo”. A própria nomeação do escudo também é considerada pela figuração do escudo na própria moeda. Os escudos eram feitos em ouro baixo, 18 quilates e o seu valor era de 50 marcos.O escudo parou de circular no início de 2002 para começar a circular uma nova moeda, o euro. Houve uma percentagem de transformação entre escudos e euros que foi estabelecida a 1998-12-31. O valor de um euro era semelhante a 200,482 escudos.

Hino Nacional " A Portuguesa"

Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo o esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O Oceano, a rugir d'amor,
E teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal do ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

A Bandeira Nacional











A bandeira nacional é dividida em duas partes:
-Verde e Vermelha.
A cor verde significa a esperança dos portugueses no futuro .A cor vermelha significa o sangue derramado nas guerras por todos os portugueses ao longo dos séculos.
No centro encontra-se a esfera armilar que lembra o rei D. Manuel I, da época dos descobrimentos.
O escudo das armas contém os sete castelos conquistados por D. Afonso Henriques aos mouros.
No centro, as cinco quinas simbolizam as chagas de Cristo, mostrando que Portugal é uma nação Cristã.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Implantação da república em Oliveira do Hospital

O feriado municipal de Oliveira do Hospital comemora-se a 7 de Outubro.
Os factos que motivaram este feriado estão descritos no jornal “A Comarca de Arganil” de 5 de Outubro de 1993, em artigo sob o título “A Implantação da República só chegou a Oliveira do Hospital a 7 de Outubro de 1910” e do qual foi extraído o resumo seguinte:
“A revolta republicana de 31 de Janeiro de 1891, no Porto, embora prontamente sufocada, robusteceu consideravelmente o espírito de luta dos Republicanos, cada vez mais empenhados no derrube da Monarquia. A actividade, cada vez mais intensiva, da Carbonária (sociedade secreta de carácter político, fundada por Duarte de Almeida e pelo comissário naval Machado dos Santos), culminou na manhã de 5 de Outubro de 1910 com a Revolução iniciada por Cândido dos Reis, nomeado chefe militar, que julgando-se antecipadamente derrotado resolve suicidar-se. Sem hesitar, Machado dos Santos assume o comando do movimento e aguenta, escorado num punhado de sargentos, soldados e carbonários, as investidas dos monárquicos. A vitória dos republicanos consuma-se e José Relvas proclama a República da varanda dos Paços do Concelho, no meio do delírio da população lisboeta.
A boa-nova percorreu rapidamente o país inteiro, mas em Oliveira do Hospital continuava içada a bandeira azul e branca. Só dois dias depois, a 7 de Outubro, a edilidade tomou conhecimento da boa-nova, alertada pelo Governo Civil.
Surpreendida, a Câmara reuniu apressadamente, em sessão extraordinária, lavrando o respectivo Auto de Proclamação que seguidamente se transcreve:
“Aos sete dias do mês de Outubro de mil novecentos e dez nesta vila de Oliveira do Hospital e sala de sessões da Câmara Municipal deste Concelho e na presença do vice-presidente da mesma Câmara, em exercício, Doutor Agostinho de Pina e Sousa e presentes muitos cidadãos compareceu o cidadão Doutor Augusto de Mattos-Cid, casado, advogado desta vila e por eles foi eleito. Que estando autorizado pelo Governador Civil deste Distrito, Doutor Francisco José Fernandes Costa, para promover a proclamação da República neste concelho, como mostrou, propunha que ela fosse proclamada, o que foi aceite por todos os presentes que a esta manifestação calorosamente se associaram, sendo de facto proclamada e saudada a bandeira nacional neste acto arvorada como a que representa o Governo da nossa pátria portuguesa”.